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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Educação em números e vírgulas

Desempenho do Ensino Médio subiu de 1,93 para 2,25, em escala de 0 a 10.
Primeira Fase do Ensino Fundamental foi de 4,76 para 5,25.
fonte: Jornal Folha de São Paulo

Índices sobre a educação básica no Brasil sobem, mas são tão baixos que não deixam nem um pouquinho de alívio ou satisfação.

As metas, que ainda são bem baixas também, são esperadas para 2030. Minhas filhas já não estarão mais frequentando a escola.

Esta semana recebi uma proposta de uma escola particular em um bairro de classe média alta de São Paulo. Meus queridos, me dói o coração.

Como professora, porque o empenho intelectual, administrativo e interpessoal é tão grande para poder desempenhar essa profissão de forma minimamente eficiente, que não consigo pensar no malabarismo para se investir na carreira com esse salário; depois, como mãe, pois profissionais mal pagos são profissionais deficientes e isso não é na escola, é na vida.

Acontece que o produto dessas empresas chamadas escolas são os nossos filhos e o futuro deles, em sua formação como cidadãos e pessoas decentes.

O Governo atribui a melhora nos índices a alguns fatores como: inserção de games e plataformas online no reforço escolar – e olhe lá! Porque tecnologias educativas estão longe de fazer parte da rotina da escola; avaliação durante o ano – uai?! Não fazem avaliação sempre? E simulados para os exames nacionais que reúnem e apresentam os resultados desses índices – como no vestibular, você treina, treina e treina até que passa. E aí?

De qualquer forma, vamos comemorar. Não pioramos, já é uma vitória para o Brasil. Mas essa discussão sobre educação não pode ser esporádica. É um assunto para todos os dias e para todos nós, mesmo que você não seja mais aluno ou que não tenha ninguém querido frequentando a escola de hoje. 


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Clipping do Bem: fase 2

Para a minha gratíssima surpresa, descobri esta semana que o meu álbum favorito de todos os tempos, o centro do meu trabalho de conclusão de curso na Faculdade, meu herói Asterix, ganhou uma fase 2 em sua vida.

Criado em 1969 pela dupla Goscinny e Uderzo, as aventuras de Astérix têm sido uma vitrine da civilização francesa para o mundo, desde a expressão de seus costumes e cultura, até a sua sempre forte resistência aos invasores estrangeiros (em vista da ocupação de seu território pelos romanos, no a.C., e depois durante as Guerras Mundiais) e neste momento, em um ano muito particular para os franceses.

Agora, com um dos seus criadores já no outro mundo e o outro já tendo deixado um imenso legado, cumpre a dupla Jean-YvesFerri e Didier Conrad inserir nossos queridos heróis no mundo contemporâneo ao mesmo tempo em que garantem a grande herança de Astérix: a cultura que se propaga na oralidade, através das histórias, vencendo o tempo.

No dia em que o Whatssapp caiu, não vejo a hora de pegar meu álbum e não desgrudar dele. Bons tempos.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Clipping do Bem

Queridos alunos e amigos, nesta segunda-feira, 7 de dezembro, penso em levar a diante um projeto que me ocorreu depois de tantas outras recentes segundas-feiras em que me levanto, lavo rosto, vou para cozinha iniciar o meu dia com café e leitura do jornal.

A leitura do jornal, nos últimos tempos, tem feito todos aqueles rituais de auto-ajuda, controle de ansiedade e purificação de pensamentos ir por água abaixo. Tudo no jornal, do primeiro ao último caderno, são desgraças. Políticas, econômicas, ambientais, morais. O jornal, até na marca preta que deixa nos dedos, parece mais sujo.

Daí o surgimento do projeto do "Clipping do Bem".

Eu quero conhecer mais as coisas que estão dando certo, as iniciativas que visam ajudar as pessoas, o dinheiro bem e honestamente investido, o bem sendo praticado naturalmente, no dia-a-dia.

Eu quero saber por que o "Bem" não vende tão bem "Mal" ou se isso é uma inverdade pura.

Afinal, algum "Bem" deve estar sendo praticado. Eu sou uma evolucionista, e creio no nosso progresso, daí estarmos lutando contra a corrupção, estarmos fazendo manifestações e sendo ouvidos, isso é evolução.

Deixo aqui meu primeiro "Clipping do Bem": parceria entre Instituto Ayrton Senna, USP e CepeUsp.
Você sabia que isso acontece no Brasil de hoje?

Desejo que você tenha uma ótima leitura com este post.
Denise Neves.




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Visual Dictionary Online

Os recursos da internet são maravilhosos, mas algumas coisas são imutáveis no mundo do aprendizado de uma nova língua: uso de dicionários é fundamental para consolidar não apenas vocabulário novo, mas a classificação e entendimento deste novo vocabulário.

E vamos combinar que ninguém abre um dicionário e fica apenas naquela palavrinha desejada, sempre damos uma espiadela no restante da página, ficamos curiosos com alguma sugestão de “entries” e é difícil não ficarmos chocados com o quanto não sabemos de uma língua, inclusive e principalmente a nossa mesmo.

O útil e o agradável se juntam nesse dicionário online da Merriam-Webster chamado Visual Dictionary Online. Com temas que vão desde astronomia, artigos de vestuário, ciências e engenharia, somos presenteados com fotos maravilhosas e o vocabulário específico para cada área.  



Experimente o campo do corpo humano e músculos, ossos, processos celulares surgem na tela em fotos explicativas e todos aqueles novos nomes.

Excelente para trabalhar com as crianças... e com adultos também.

Não tenha medo dos dicionários. Eles são os melhores amigos dos estudantes de línguas.  #ficaadica.

Boa semana!!


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Have you... tried in English?

Na nossa vida moderna, tudo tem solução. Basta consultar o maior guru de todos os tempos, ele que está sempre por perto, disponível 24/7 e que sabe de tudo: o Google.

Mas você já fez o teste de digitar suas buscas no Google em inglês? 

Exemplo: você quer conhecer mais sobre as ferramentas do Skype, então em vez de digitar "Como usar o Skype", você coloca "How to Use Skype"? É surpreendente! Não só em quantidade (e na internet, sabemos que esse é o grande problema, a grande quantidade de nada), mas a qualidade das informações.

Não tem como escapar. O grande desafio deste século será acabar com as barreiras comunicativas entre as línguas.

Recebi de uma aluna esta semana este vídeo sobre a aplicação de técnicas de meditação nas escolas na Inglaterra. Grande iniciativa. Para conhecer, vai ter que ouvir em inglês.

Educação, línguas, derrubar barreiras, qualidade de vida. Ficam essas palavras-chave para hoje.
Bom final de semana!!

Denise Neves.




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Kids' Program: A Day in a Kid's Life

Apresentar a língua de maneira significativa - este é o objetivo do programa "A Day in a Kid's Life", destinado a crianças ainda em fase pré-escolar. Composto por sete projetos educacionais envolvendo a língua inglesa e a multidisciplinaridade, acompanha a vida e a rotina das crianças durante o ano todo.

Elas não escrevem, não leem, mas como se comunicam!! E mais do que apresentar vocabulário, as crianças pedem conexão, experimentação, e aí vemos a mágica acontecer... conhecimento compartilhado e absorvido para a vida toda!

No projeto-chefe deste programa, as crianças discutem as atividades do seu dia que mais gostam (e as menos gostam também) e concluem que vida de criança é dura sim, mas muito divertida!

Um abraço,
Denise Neves.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Multidisciplinaridade




Prova do Enem 2015 aconteceu neste último domingo. Neste blog, meses atrás, já havia comentado como o número de inscritos havia batido recordes e como a cada ano a prova vem demonstrando mais segurança, mais aceitação e mais adeptos.

No caso da prova de língua estrangeira (inglês), questões de pura interpretação de texto.

Vou deixar aqui o link da prova corrigida e comentada pelo Objetivo (retirada do blog de um colega professor).

Mais do que eu comentar a prova e dar as minhas impressões, o que realmente acredito ter professores mais dentro deste universo do que eu para fazê-lo, vou deixar as minhas opiniões sobre como lidar com a língua estrangeira em nossas escolas e nossos alunos.

Fica claro para mim, entre outras coisas, que o que se cobra em relação à língua estrangeira é a capacidade do aluno em ler um texto, de qualquer natureza (artigos, charges) e entender a mensagem deste texto (a tal da interpretação).

Muito bem! De que forma o aluno fará tal coisa se não consegue fazer o mesmo na própria língua? Qual não é a dificuldade do aluno em praticar as habilidades de compreensão, contextualização e adaptação de ideias no próprio português, muito mais do que problemas com a gramática, morfologia, ortografia da língua?

Da mesma forma, para quê o ensino da língua inglesa deve se concentrar nessas competências (gramatica, vocabulário), se no final das contas o aluno será cobrado em outras competências como a compreensão, contextualização e adaptação de ideias em inglês?

Aqui me parece redundante falar em multidisciplinaridade. O aluno precisa ser despertado para habilidades de interpretação em qualquer língua que venha a aprender e para isso, um trabalho integrado é a única solução. Integrado também às outras áreas como Geografia, História, Ciências, especialmente porque a língua é um organismo vivo e é preciso conhecer as particularidades culturais, geográficas e históricas para entender isso.


O conhecimento não é fragmentado. As avaliações a que os alunos estão sendo submetidos provam isso. Resta agora a escola começar a trabalhar na mesma linha para prepara-los não só para essas provas, mas para o século 21.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Warrior's day

Na semana do Dia dos Professores, ao qual eu prefiro chamar de “Warrior’s Day” – O Dia do Guerreiro, faço uma reflexão sobre a luta deste profissional apaixonado contra todas as dificuldades que se apresentam para que ele/ela realize o seu trabalho na qualidade e critério que ele/ela gostaria.

Mais do que homenagens e presentinhos, deixo aqui este vídeo sobre o sistema educacional de Cingapura, tido como um dos melhores do mundo, e como são tratados os professores por lá: centros profissionalizantes, incentivos de carreira, os melhores alunos de suas turmas são incentivados a serem mestres.

Sim, estamos anos-luz disso. O professor o Brasil é um guerreiro abandonado pelo governo, pela escola, pelos próprios pais.

Quer um país atuante no século 21? Repense o papel do professor.

Quer crianças atuantes no século 21? Encoraje-as a se dedicarem àquilo que o professor tanto ama e doa todos os dias: o conhecimento.

Respeito, recursos, reconhecimento. Em frente, Guerreiros!

Feliz Dia dos Professores.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

How to work with your Feedback

Yes, it has always been like this: we study, we are evaluated and receive a feedback.

Nothing’s changed.

But the question I want to propose here is: how do you work with your feedback?

NLP proposes you should review a new content within a week, then two weeks, then a month, then six months, and finally you would have it learnt. Difficult?

Yes, learning English is not easy and requires a lot of hard work.

Ediomas e-learning values a lot the feedback in the learning process. The student receives the activity corrected and an audio file with comments regarding that activity.

Student is oriented to get these comments and compare the answers. Be your own mistake finder.

All answers and feedback are recorded in the Student’s Weekly Plan’s Report. Be your own organizer to review and never forget what you have learnt.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Inglês e Qualidade de Vida





Num desses dias ouvi alguém dizer que “qualidade de vida é o acesso àquilo que te dá prazer”. Em uma definição mais científica, “qualidade de vida é o método utilizado para medir as condições de vida”, ou “ o conjunto de condições que contribuem para o bem físico e espiritual do indivíduo em sociedade”.

Prazer, condições, bem físico e espiritual, indivíduo, sociedade: essas são as palavras-chave da parceria entre a Ediomas e-learning e o Sattvarupa Yoga e Ayurveda.

A Ediomas e-learning trabalha com perfil de aprendizagem, metas, conteúdos customizados e exclusivos, monitoria ativa e gerenciamento de resultados individualizados. Neste mês de setembro, lançamos a série de cursos de viagem: Making Hotel Reservations e Sightseeing.

A Ayurveda, medicina tradicional indiana, busca tratar o ser humano integrado à natureza, ao Cosmos, respeitando as particularidades com o diagnóstico e tratamento com as diversas terapias aplicadas para cada indivíduo. A marmaterapia é um exemplo de modalidade terapêutica da Medicina Ayurvédica que visa melhorar a circulação de Prana (energia vital) pelo corpo através de massagem e acupressão de pontos especiais. Os resultados são notados na melhora de quadros de ansiedade, depressão, insônia, entre outros.
O studio Sattvarupa alia as práticas de várias técnicas de Yoga aos conceitos do Ayurveda na busca do reestabelecimento da saúde física, emocional, mental e espiritual.

A partir do mês de Setembro, alunos da Ediomas e-learning serão presenteados com uma sessão de Marmaterapia Facial no Studio Sattvarupa Yoga e Ayurveda.

Quer conhecer mais sobre o Sattvarupa Yoga e Ayurveda? Entre aqui.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Avaliação?!!

Talvez eu devesse falar de outra maneira ou até mudar o titulo deste post, afinal, avaliação é uma palavra temerosa para todos nós. Assim aprendemos no nosso tempo de escola, quando o professor ameaçava a classe “vocês querem que eu dê uma prova sobre isso?” – ele falava quando a turma saía da linha no comportamento – ou quando era necessário chamar a atenção para a importância do conteúdo – “pessoal, isso vai cair na prova”.

Uma pena. Porque a avaliação nada mais é do que o feedback de um trabalho; mensurar resultados é tão importante quanto executar o trabalho. E todo mundo precisa saber o que fez de errado na execução de algum trabalho... e também o que fez certo. A avaliação também demonstra aquilo que você conseguiu, os resultados positivos atingidos. E melhor ainda, uma avaliação bem feita propicia uma mudança de comportamento, autoconhecimento e consequentemente, evolução.

Os cursos da Ediomas e-learning têm buscado essa mudança de comportamento e para nossos alunos estamos montando uma avaliação cujo principal objetivo é a observação e melhoria no alcance dos nossos resultados quanto à aquisição da língua.

Com cursos personalizados, testes de inteligências e parametrização de resultados, estamos buscando expansão dos limites e barreiras que vêm delineando o ensino-aprendizagem da língua inglesa nos últimos anos. Vamos experimentar?



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

“Online learning is not the next big thing. It is the now big thing”.

“Online learning is not the next big thing. It is the now big thing”.

Comecei o dia hoje com esta frase usada no site da Coursera para me inspirar a seguir com o curso de “Financial Evaluation” do qual sou aluna. Eu, como professora de inglês e-learning, sou ávida consumidora de cursos na mesma abordagem. Além do conhecimento novo adquirido, reflito sobre a maneira como os conteúdos estão sendo ensinados através da tecnologia e fico cada vez mais convencida do valor da frase acima: a educação online não é a grande coisa do futuro. Ela já é grande agora. Uma realidade.

Compartilho aqui então um vídeo da Porvir sobre esse assunto, listando os benefícios, os desafios e também a forma de estruturar uma educação mais acessível, contemporânea, dinâmica e de resultados usando a tecnologia.
Bom final de semana!

Denise Neves.


sábado, 22 de agosto de 2015

Currículo novo para um novo aluno?



Saiu hoje na Folha uma entrevista com o secretário de educação de São Paulo que comentou o projeto encaminhado à Assembleia nesta semana sobre flexibilizar o currículo escolar do Ensino Médio. Segundo ele, o aluno desta fase não precisa de um currículo tão estagnado e deve ter condições de se aprofundar em áreas nas quais tem mais interesse.

Eu acho uma ótima ideia.

É bem verdade que nós, brasileiros, diante de um cenário tão crítico de economia precária, desemprego e cascatas de casos de corrupção, já vemos novas propostas com olhos desconfiados.

Eu tento sair desse padrão, mas nesse caso da Educação, mesmo achando uma ótima ideia, sou bastante descrente.

Basicamente, é um plano que deixa de considerar diversas questões como as exigências do Enem para o ingresso em universidades – se disciplinas como matemática e português tiverem suas grades diminuídas, o que já é ruim vai ficar pior! No caso da língua portuguesa, já tão negligenciada em sua base, teremos alunos formados na educação básica em quais condições de aprendizagem em sua língua nativa?

Formação de professores... outro buraco negro. E para esse recheio no bolo que seriam disciplinas mais especificas e pertencentes às áreas exclusivas, a proposta do governo é a educação a distância. Hein?

EaD no Brasil está para mim como a educação bilíngue: existe, mas ninguém sabe o que fazer com ela.

E, finalmente, o fator comportamental. Estamos educando os nossos alunos para serem independentes a ponto de conhecerem os seus perfis de aprendizes e despertando interesses (o que acho mais importante) para que eles sejam capazes de escolher e executar esse novo programa de forma apropriada? Pense nisso, professor. Pense nisso, pai e mãe.


Mais um dos projetos inspirados em resolver pouca coisa. E, segundo palavras do próprio secretário, “não tenho pressa”. Vamos “sleep on it”. Por um bom tempo...

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Fórum: é difícil aprender inglês?

Assisti ao filme Splash – uma sereia em minha vida um dia desses... delícia de filme dos anos 80 e até me lembrei de uma Barbie que eu tive inspirada naquele cabelo da Daryl Hannah. Sensacional!

Bom, sendo ela uma sereia e vindo do fundo do mar, não conhece o idioma inglês, o que torna o relacionamento dela com Tom Hanks mais de tato. Rs.

Depois de uma tarde na Bloomingdales, ela assistindo àqueles televisores sensacionais de caixa colorida e botão giratório, sabe o que acontece? Ela aprende o inglês!
Como seria bom... uma tarde de TV e tudo sobre o idioma absorvido. Mas não é essa a nossa realidade, certo?

Muito se fala sobre aprender enquanto se é criança. No caso do idioma, existe uma oferta grande de escolas e cursos convencendo os pais a logo incentivarem seus filhos na vida em outra língua, mas qual a razão disso? Por que as crianças aprendem mais fácil? Por que os adultos, já em sua maturidade intelectual, psicológica, ou seja, teoricamente mais preparados, têm mais dificuldade em aprender coisas novas? Aprender inglês?

Terão as crianças a paciência e atenção necessárias para esta tarefa enquanto os adultos não têm? Afinal, aprender exige esforço, dedicação, muita prática e paciência para atingir resultados. Com os resultados atingidos, aí vem a hora da motivação para atingir ainda mais, progredir, expandir.


Nós adultos, na verdade, adoraríamos aprender assim como a sereia, sem esforço nenhum, e de preferência  enquanto fazemos outra coisa mais prazerosa e suave. Não é mesmo?



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Que mico!

Que mico!



Pode-se dizer que não há mais nada com o que se chocar em relação ao nosso governo, mas eu não consigo, eu continuo chocada.

A última foi no que se trata ao mais novo acordo ortográfico da língua portuguesa, aquele que você ouviu falar, mas não entendeu muito bem. Aquele que começou por volta de 2008, tinha prazo para ser efetivado até 2012 e depois ficou mais um pouquinho de molho, pelo menos até 2016.

Em visita a Portugal, Juca Ferreira, nosso ministro da Cultura, admite que talvez tenham se enganado quando propuseram esse acordo e de que “apesar das diferenças, o português que é falado nos países africanos, em Portugal e no Brasil é a mesma língua.”

Puxa! Depois de abalar o mundo editorial, confeccionado novos livros e dicionários, abalar a área da educação com as nossas crianças sendo alfabetizadas segundo essa nova língua, depois de tudo isso e muito mais o governo diz: “puxa, acho que cometemos um errinho”.

Para continuar com o senso de que tudo é ou vira pizza, o mínimo que se pode pensar a respeito dessa situação é “coloca mais um aí na lista dos nossos micos”.

E para deixar aqui a sua reflexão sobre a questão, o link abaixo é sobre a matéria dessa visita em um site português (de Portugal). Veja se consegue entender... ou se ficou muito difícil...


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Aplicativos na educação


Outro dia Viviane Senna falou em uma entrevista que “um médico que operava há 40 anos não conseguiria operar hoje; um engenheiro que projetava há 40 anos não projetaria hoje; mas um professor que ministrava suas aulas há 40 anos não teria nenhuma dificuldade em fazê-lo nos dias de hoje”. Por quê? Porque ele faria exatamente como sempre fez: pegaria um giz e se colocaria na frente da classe, enchendo o quadro de informações, esperando que os alunos fizessem o mesmo em seus cadernos com os seus lápis e canetas.
Não houve qualquer avanço tecnológico na área da educação nos últimos anos... na verdade, a educação básica está longe de ser aliada da tecnologia.
As universidades e os cursos livres iniciaram uma oferta de cursos a distância, mas toda a estrutura, adaptação de abordagem e consolidação de aprendizagem nesse novo modelo ainda parecia muito perdida e confusa. Por um lado, cursos que deixavam o aluno completamente abandonado na condução de seus estudos pela internet; ou uma oferta de plataformas mirabolantes, mas nada que visasse o resultado do processo em si: o básico aprendizado.
Hoje estamos vivendo a era dos aplicativos e eles estão de sobra nas lojas virtuais. Poderiam ser “amigos da educação”? Com certeza. Eis uma lista dos melhores apontados pela revista Exame para diversas disciplinas.
Nos cursos e-learning da Ediomas, estou conduzindo um gerenciamento de conteúdos entre o Blogger, grande amigo dos artigos e da divulgação da produção de professores e alunos;
 Evernote, excelente para organizar, acessar e inclusive papear! Gravo e recebo muitos arquivos de áudio com muita facilidade, pelo celular, e arquivo tudo como forma de avaliação de progresso no desenvolvimento especialmente das habilidades de fluência e audição;
Quizlet, recentemente descoberto, faz misérias com glossários, exercícios de aquisição de vocabulário e afins. Os alunos de Business English estão experimentando criar e compartilhar os seus próprios glossários e utilizá-los, é claro.
Tudo isso, porém, de nada vale se não for para implementar os processos de aproximar os alunos aos conteúdos, despertar interesse e o resultado, a mudança maior que acontece em todos que aprendem coisas novas.
Aproveitem! Apropriem-se do conhecimento!

Denise Neves.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

(des)Acordos entre Estados Unidos e Brasil.

Como sabemos, a presidente Dilma esteve nos Estados Unidos nesta semana e hoje foram divulgados alguns resultados/tratados desse encontro.


Um deles refere-se à Educação, em um acerto de trocar mais experiências, capacidades técnicas e intelectuais entre as instituições educacionais dos dois países.

Eu me pergunto como isso aconteceria. Onde de fato veremos esse acordo acontecer? Teremos melhorias, resultados aplicados? Onde? E de que maneira vamos nos comunicar com esse inglês pobre que temos? Aposto que não usaremos a língua portuguesa para este fim.


6)Educação
Brasil e Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento para cooperar em educação técnica e profissionalizante, com aumento da colaboração entre instituições educacionais dos dois países.


Já fiz posts neste blog baseados em matérias dos jornais brasileiros que vêm discutindo a falta de transferência de conhecimento cientifico e intelectual entre Brasil e comunidades internacionais justamente pelo problema da língua. Nossos alunos têm formação precária em inglês, o currículo não é padronizado e está longe de ser eficiente, assim como os cursos oferecidos nas inúmeras escolas de línguas.


Um acordo como esse, para acontecer de fato, já deveria incluir formas de promover aos alunos brasileiros atingirem proficiência no idioma; me parece claro que sem isso, continuaremos sem cooperar com nada, não só com Estados Unidos, mas com país algum. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Enem pra quê?

Inscrições para o Enem rolando e já no primeiro dia mais de 400 mil inscritos. É claro que como todos os serviços de internet no Brasil, reclamações a respeito do sistema que não suporta o acesso de nem metade dessas pessoas em seu site. Mas é isso mesmo: lançam o sistema como se fosse resolver a vida das pessoas, mas não é bem isso. Pelo contrário, complica.

Qual é a expectativa de inscritos e de ingressos universitários para o próximo ano? Sempre espera-se que exceda aos números do ano anterior. Mas como será o desempenho desses estudantes tendo os seus mestres em greve há meses? E pior: sem nenhuma perspectiva se serem tratados com mais respeito e retomarem os seus trabalhos com alguma qualidade.

E quanto aos professores universitários? Semana passada o sindicato já declarou que fará paralisação. Esse já é outro cenário ao qual estamos mais e mais acostumados: todo ano, universidades públicas param. Alunos sem aula, atrasos nos cronogramas.

Tanto se criticou o Enem em sua implantação e as fraudes que o acompanharam, mas tiveram sucesso em fazer o exame ter alguma credibilidade. Daí os números astronômicos de inscrições, crescentes a cada ano.


Como essa demanda será atendida? Esse é outro problema que, como todos os projetos neste país, não é previsto, não é relacionado, não tem solução. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Internacionalização parte 2

Fiz uma prova este final de semana que me fez viver o momento de internacionalização que estão falando tanto.
A prova era composta de 50 questões divididas em 20 questões de português (e todas as complicações dessa língua maravilhosa e difícil que é a nossa) e 30 questões específicas sobre a área da educação, teóricos, pesquisadores, leis e políticas públicas do nosso país, todas em inglês!
Isso mesmo! Conhecimentos técnicos avaliados em língua inglesa.
Esse processo será dominante conforme as instituições vão percebendo que a proficiência em inglês é importante para ampliar o potencial de atuação nas áreas.
A questão agora cai em como vamos preparar os profissionais para isso. Quais são as ideias? Bem sabemos que os 15 anos (?) de inglês na educação básica não resolvem; os outros cinco a sete anos em escolas de idiomas também não. Cursos online oferecidos aos montes sem nenhum significado. Existe solução?
Eu penso em estabelecer uma padronização mínima para o ensino de línguas e sim, termos avaliações.
Eu penso em departamentos de língua estrangeira dentro das escolas com planejamento focado e alcance das quatro habilidades. E sim, avaliações internacionais.
Na pedagogia corporativa, assessoria na língua para potencializar a transferência de conhecimento que ocorre por meio de reuniões, reports, apresentações, workshops e avaliações, resultados mensurados.

Pense sobre isso quando for para a sua próxima aula de língua.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Educação à distância


Cresce a oferta de cursos e consequente a demanda por eles na modalidade EaD. Prova disso é a estreia do caderno “educação à distância” no jornal Folha nesta segunda-feira com um pouco mais de sol e ânimo depois da semana mais fria em décadas.
Já na semana anterior, em entrevista especial com a sócia-diretora do Coursera tratou-se do acesso à educação superior avançando por meio da internet e os cursos online. O Coursera hoje tem parceria com 33 universidades internacionais e está em contato com a USP para começarem planos de cursos em português.
Significa que, tendo acesso à conexão de boa qualidade e sabendo inglês (esses cursos estão hospedados em plataformas internacionais, ministrados e com conteúdo em inglês), não haverá mais barreiras entre educação/qualificação e pessoas. É só isso?
O novo caderno sobre educação à distância começa expondo um dos grandes problemas que dificultam a consolidação desta modalidade entre os alunos: a evasão dos cursos online, apesar da “facilidade” como principal característica dessa modalidade, chega a ser maior do que nos cursos presenciais. Estranho?
A matéria também aponta razões para esse número alto de abandono de estudo e estabelece um perfil dos alunos que mais procuram esta modalidade como forma de educação/capacitação. Para as razões, temos mau planejamento tanto dos cursos que são oferecidos (em relação ao material, plataforma, falta de tutores e feedback para os alunos) quanto dos próprios alunos, que acabam por se iludirem com a facilidade de horário e deslocamento e não organizam o tempo e dedicação para realização e conclusão do curso.
No perfil, pessoas mais experientes, com mais de 30 anos, com pouco tempo para deslocarem-se e acompanhar devidamente os cursos presenciais.
Bom, penso eu que essas pessoas (mais experientes) já têm inclusive objetivos melhor definidos quanto à necessidade de cursos do que os mais jovens, então por que não conseguem seguir com o curso online?
Seria por que, em um cenário onde as pessoas estão sufocadas com trabalho, estresse, falta de incentivo do governo/empregador à dedicação de novos cursos e mobilidade que só a educação proporciona, as pessoas sintam-se atadas em dividir o tempo com lazer, saúde, família e estudo...?